terça-feira, 5 de maio de 2009

Digno

O pranto é digno
não importa o sexo ,
não importa
o signo
Homem , mulher ,
não importa o que digam :
todo prato é digno.
A mulher chora a flor que não
nasceu no asfalto
- Digno.
O homem chora no peito da
amada.
- Digno
O pai morreu , o time perdeu ,
filho nasceu , que rei sou eu?
Lágrimas cairam e eu digo :
- Todo pranto é digno !
Bota pra fora , tira a armadura ,
se alguém mandar parar . Mande calar ,
começa a berrar :
- Todo pranto é digno!
(Ariadne)

E que tempos eram aqueles?

Dine
Vivaldo em conjuntinho vermelho




Nina com o pescoço torto
Valéria com sua roupa de pintinho amarelinho







Lucas e seu tempo de barriga d'água
- Onde você se reconhece? Na foto passada ou no espelho de agora? [Oswaldo Montenegro]

domingo, 3 de maio de 2009

onde nos perdemos?

Fingimos & fugimos

um do outro



não queriam ver o que saltava aos olhos

era mais conveniente cobrir com

um manto tudo que nos dava
medo & insegurança

(Ariadne)

sábado, 2 de maio de 2009

01/05/2009

Ontem : precipício

Hoje , início ?

( Ariadne )

Naquela tarde (antes ) vazia

Algo naquela tarde os uniu . Derrepente pareciam duas crianças a rasbicar papéis , na cena seguinte eram amigos , na outra eram transparentes , depois... Ainda não sabemos ao certo o que os deixou tão próximos [ainda que estivessem meio fora de órbita] , era algo meio turvo , uma insegurança , um medo pequeno ou uma sensação de impotência perante o mundo. Durante três horas pareciam foram cúmplices , botavam para fora mágoas e desabafos , apesar de ser um dia tão cinza , ainda conseguiram rir.

Estavam despidos de algumas armaduras [armadilhas?] do passado . Sentiam -se mais leves , já respiravam um pouco mais , o ar que entrava nos pulmões , já não machuvava tanto . Depois era noite , cada um escolheu uma direção a ser seguida . Se não estavam mais fortes , ao menos , mais calmos...

(Ariadne)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Parem o rélogio e me deixem no quarto

E eu posso falar de vastas emoções e pensamentos soltos?

"onde você for...eu sempre estarei do seu lado....vo te ajudar em tudo que eu puder...pq eu te amo muito..." e só se podia ajudar até o momento que fosse util ,não é assim que funciona? Nada com nexo ...

as pessoas , as pessoas , elas , você , eu , todo mundo então ,somos manipuladores... cansei , eu tou pedindo arrego , não percebem? Me enlouquecer? Eu quero paz ... nem ajuda eu tou pedindo , nem um ombro , é só não esperarem algo de mim...

"Não pense que a cabeça aguenta se você parar"

Nada menos

Marcela olhou a pratileira cheia de livros , seus olhos bateram bem em cima daquela velha edição de Brás Cubas , há quanto tempo não lia nada de Machado? Sem exitar , pegou o livro dedicada a ler até o sono tomar conta de seu corpo e mente. E antes das palpebras começarem a pesar se deparou com um trecho em que seu nome aparecia:

"Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos "


Marcela reparou e não quis conter o riso dentro de si .Lembou ter amado mais que apenas 15 meses e não foi por dinheiro . Havia amado por noites (e as noites) , amou as mãos pelo seu corpo , os momentos de segurança , as conversar simples , o chocolate quente , os beijos , abraços de conforto. Amou os almoços de dumingo e os de qualquer dia comum , amou ser princesa em um casteli invisível e os dias de chuva (com compania) . Até as brigas tinham um gosto meio doce (elas não demoravam muito , não tinham forças).Amou em todos os momentos possíveis e até quando não podia . Amou cabelos , caminhado , os gestos simples , sorrisos e os segundos de corpos unidos...

Mas assim como a personagem machadiana ( e talvez por motivos diferentes) , parou de amar em um (in) determinado dia. Agora o sono chegara , fechou o livro . As duas marcelas dormiam , se perdiam , com amor ou não


(Ariadne)