sábado, 2 de outubro de 2010

Que fim levaram todas as flores?

- Que fim levaram todas as flores?
-Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor,se esta não for de plástico.É que as flores vivas ,com todos os seus desejos e impulsos me intimidam.Elas sentem,pensam e possuem vontade próprias e ainda por cima não são qualquer espécie de ser vivo,são FLORES - símbolos de beleza e serenidade.Nos tele transportam para as mais belas memórias olfativas.São flores com seus perfumes,cores e significados e lembram resistência na letra de Geraldo Vandré,no poema de Drummond quando ela nasce meio ao asfalto - aquela flor pequena,solitária briga com o mundo.Mudo de calçada porque o medo me invade.Frejat já alertava em uma canção e Nando Reis falava do paradoxo de um mundo com milhões de vasos sem nenhuma flor.O mundo está ao contrário e ninguém reparou? É por isso que flor pra mim,só as de plastico,sem cheiro,perfume,sem poesia de Vinícius ou qualquer vestígio de algo que faça as pessoas acreditarem em possibilidades.Confesso que pensei em exterminar até as de plastico afinal,elas iam trazer a tona memórias das originais.Amadureci um pouco e percebi o quanto interessante são essas inofensivas flores de pet que não morrem jamais,sempre estiveram mortas,estatuas para todo o sempre e ao olharem para elas,encontraram alguma beleza no entanto,são opacas e frias.Estão no ambiente mas não o completam.Os transeuntes andam tranquilamente mas não sabem o que está errado... são essas flores radioatiavas meus caros!
(Dine)

Descobertas

Por fora
Por pra fora
E ir mundo a dentro
(Dine)
"Então depois daquela dor absurda
aprendeu(decidiu) que o mundo inteiro
seria sua casa e percebeu que tinha renascido..."
(Dine)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O amor é sei lá:
espécie de fábula
que ainda não sei bem
decifrar a moral no final da história
por isso tomo cuidado ao
ler os livros e os homens
que os contam
que os cantam
em suas páginas ou corpos
(Dine)
A noite é muito longa
então vem pra cá
e passa a língua por todos
os lugares que ainda dá tempo

(Dine)

O que ninguém diz

Nas entrelinhas do discurso
Nas mínimas mudanças no semblante
Na exaltação da fala e dos corpos
suavidade ou aridez dos gestos
o que ninguém ouve ,
é o real sentindo de todos os gritos do silêncio
é a mensagem que devemos decifrar na tentativa
de conhecer as reais propostas .
(Dine)
(Para Jessé Carvalho - te cuida cara!)

Há gente que ainda tá nessa jornada mas
os fantasmas parecem mais vivos
Há estações que parecem paradas no tempo,
custam a passar...
O outono ainda tá aqui e faço das folhas que caem
um livro que não consigo queimar
Entre sentimentos e estações nas paradas do meu ser
preciso pegar outra condução
(Dine)