terça-feira, 26 de abril de 2011

Há fantasmas
em frente ao espelho
mas quando me fixo
em sua frente
só vejo a mim
(Dine)

sábado, 16 de abril de 2011

Os anos vão asfaltando nossa vidas

e deixando em buracos nossos sonhos

transformando sanqgue em argamassa

coração em pedra

A nossa estrada tá cheia de buracos

que nem os filosofos conseguem mais tampar

Os anos vão asfaltando nossas vidas

mas não curam as feridas

nossas experiências vão se petrificando

virão estatuas do que não tornaremos a ser

Meu braço e o seu não estão torcidos

nossas pernas não estão quebradas,

continuam no lugar

mas tudo anda meio engessado nesses dias

e nós,lado a lado já não conseguimos andar

(Dine)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre a existência

Deus existe sim

mas não é criador

de céus e mares

como se pensa...

é criatura

pedaço de fantasia

dos homens deuses

pequenos inventores

de criaturas e historias

fantásticas (Dine)

terça-feira, 15 de março de 2011

Quase infantil

Vamos comer pipoca?
Vamos compra coca?
Pra ficarmos ligados & saciados
Acordados pra sessão coruja...

(Dine)

sábado, 12 de março de 2011

Fiz um poema
reflexo do que sentia
e as letras refletiam
na tela do computador
sem esperar ele fez um logoff
e deixou tudo em off
(Dine)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma rua despida
de propagandas e outros cartazes
Nos mostra corpos
(des)preenchidos de todo
recheio possível
Ossos frágeis
vidas secas
Nos becos:
pedra e pó
pra uns se sentirem menos

Lembranças de outros tempos
ajudam as vezes aliviar o desespero do dia
Mas em certas horas,
olhar para o passado é por a corda no pescoço
Há dias que viver não é uma dádiva,
é uma batalha e nem sempre quem esta nela
está lutando pra sair vivo
As ruas despidas de todas as propagandas
de como ter uma vida melhor
mais conforto & praticidade...
nos mostra são jogadas pelo ralo a cada
novo dia ou noite.
(Dine)

Ficção:

Um poeta se faz de
carne & versos
em suas poesias
ou na cama
Há milhares de versões
sobre mim
milhares de palavras
& metáforas
e ele perdido nos seus delírios
nunca sabe quem eu sou

(dINE)