sexta-feira, 6 de março de 2009

E por milhares de vezes eles se viram, riram e conversaram, isso implicava afinidades mas não paixão. Hoje seria diferente (?), sentada no banco da praça ela o esperava... o que ele iria falar?Os minutos eram intermináveis e já podia-se notar algumas lágrimas escorrerem dos seus olhos e serem enxugadas rapidamente com aquele lenço vermelho que ela ganhara dele logo no primeiro encontro.Passou a mão no rosto, enxugou as lágrimas e pensou olhando pro lenço: Ai meu Deus, será? Será que estou realmente apaixonada? Era só brincadeira...Já pensava em ir embora, quando o viu do outro lado da praça correndo em sua direção, acenando e com aquele riso enorme estampado no rosto. Suava frio. Nervosa. E eles agora estavam frente a frente, parados, sorrindo um para o outro com um ar de desconforto. Ele pediu desculpas pelo atraso e a abraçou, num abraço tão demorado que pôde esclarecer todas as duvidas, ela acabava de entender o que sentia. O abraço esclarecera tudo: os gestos, o toque, a pele.. havia algo nos gestos que fascinava, era como se fosse (houvesse) poesia nos gestos que eram simples mas implicavam certa intensidade. A voz, as palavras (ela já não sabia) se entrelaçavam por todo seu corpo e mente e agora ele falava perto do do seu ouvido, ainda abraçados.Ele perguntou se ela havia chegado agora, mentiu dizendo que sim. As faces postas uma frente a outra e o inevitável aconteceu, beijaram-se numa troca de carícias eternas e de sentimentos que fluíam da pele, numa dança de corpos encharcados de desejos, beijaram-se como num adeus, porque era um adeus.A moça saiu pro lado oposto (que ele havia chegado), jogou o lencinho fora e dessa vez não chorou, ela sabia que 'até o mais belo corpo com tanta exposição perde o seu valor'.Ele sentou-se no banco, a olhou indo embora até que ela desaparecesse entre aqueles prédios, entre aqueles carros. Ele a carregava consigo e tinha certeza que isso era recíproco.Sorriu e partiu.(ariadne e lucas - passando tempo)

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