Eu machucava você por que tinha medo . Medo de dar tudo e mesmo assim não conseguir te fazer feliz . Eu queria te causar dor ,fazer sangrar pra ver se você se afastava. A sua ausência seria dor tremenda tal qual é a tortura de não saber cuidar de você . E chorava baixinho , amava & odiava , tudo ao mesmo tempo . Vontade de jogar a mão em seu rosto e depois repousar em seu corpo.
- Viu ? Eu sou humana , me perdoa ! Não cabe em mim tanto amor e eu preciso me defender. Me defender de você , que me põe no colo e enxuga minhas lágrimas , me faz crer em tolices cor-de- rosa , você que me faz tão bem mas o custo de tudo isso é me tirar da realidade , fazendo perder os sentidos e eu não poso com isso , eu não poso com você.
é por isso que todo dia eu te machucava um pouquinho!
(Ariadne)
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ele era autoritário e dócil ao mesmo tempo e ninguém pode com pessoas assim!Queria tudo pra si . Não dava tempo e sim correntes, pensava que ao aprisionar ou fazer cena na hora da partida as coisas e as pessoas simplesmente não se afastariam . Acertou e errou necessariamente nesta ordem pois não foi capaz de perceber imediatamente que as chantagens eram toxinas , em alguns dias ,tudo morrera!
(Ariadne)
(Ariadne)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Reticências
É como se o autor do livro subitamente tivesse morrido e a história ficou inacabada , não havia um final , pairava no ar uma dúvida . Se acaso a personagem tivesse ouvido da boca dele " eu não te quero mais" ela teria ido embora e lembrado das coisas vividas . Mas o autor morrera , e a historia tinha ficado inacabada , do nada começou e sem explicação havia não terminado , apenas parado . E Sofia agora ficava ali , no meio do livro , meio que na página 237 , ela não tinha final feliz nem infeliz , ela só tinha folhas sem tinta ou letras ,não tinha o poder de escrever sua própria história. Mais ela que nem existia antes dos devaneios de um cara qualquer , podia reclamar de não saber como acabava ?
(Ariadne)
(Ariadne)
Andando pela rua o telefone público começou a tocar . Naturalmente não era pra ela , mas sabe como é , já havia assistido Matrix e estava com tanta vontade de achar um meio de sair dos seus problemas que realmente desejou atender o orelhão e ser tele transportada para fora da realidade , precisava escapar do labirinto que sua vida havia se tornado . Não atendeu o telefone e dificilmente aconteceria o imaginado. Ficou por aqui mesmo ...
(Dine)
(Dine)
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