sábado, 22 de maio de 2010

Aquele anjo era também meu carrasco e por isso tinha tanto poder,simplesmente as duas faces da mesma moeda.Sabia usar o chicote e em contra partida acalmar meu corpo e alma.Não era bom nem mal - necessário.
No fundo?
Um jogador.Eu só existia por que ele me fazia mulher,carne,osso e tremores e eu fazia dele homem,bicho e as vezes,espécie de ser de luz.
No fundo?
Mutualismo,jogo de poderes,altos e baixos,carmas e dna.Nós,o mundo inteiro - nós.
Ele cortava as cordas que me sustentavam e sorria ao me ver ir de encontro ao chão,mas antes da queda,segurava-me nos braços.Sorria ao ver a mulher virar menina e se encantava com a mulher nascer sem fragilidade quando era a cena certa.Eu também era anjo,carrasca,tinha chicote e lábios doces,só não tinha espada.
No fundo?
Éramos iguais e nos amávamos...

(Dine- faz tanto tempo que isso tava escrito...)

Um comentário:

vinicius disse...

três palavrinhas pra ti...